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Crescimento e Desenvolvimento março 14, 2018

O que é o Brincar?

O que é o Brincar?

Antes de pensarmos somente no ato de brincar precisamos entender, porque brincar?

O que tem de tão importante para a criança nesse ato?

Segundo Corsaro, é dessa forma que as crianças se apropriam da cultura, dos costumes, do cotidiano e é assim que elas passam a entender o porquê de muitas coisas, isso é chamado de:  Reprodução Interpretativa ou seja como as crianças produzem várias vezes o que elas percebem do mundo, mas não tuuudo… somente o que elas precisam entender melhor por isso que é interpretativa, a criança recorta do mundo tudo aquilo que ela precisa elaborar, reinventar e entender melhor.

Por isso que o brincar é definido pela criança, nós como adultos não devemos interferir tanto nas brincadeiras, pensando pelo lado sociológico da infância, isso também deve ser trabalhado entre eles enquanto crianças da mesma ou de diversas idades diferentes.

Corsaro também fala da Cultura de Pares, que significa que as crianças juntas constroem e constituem cultura. Não por estarem em dupla, mas por serem iguais, criança com criança – os adultos não fazem parte – ou seja a cultura que ela produz quando está com outras crianças e por isso a brincadeira é tão importante para que ela interprete a cultura que temos a nossa volta e isso varia de região para região. Porém temos temas universais, como brincar de casinha, de escola, pega-pega, independente da classe social e localidade.

E é nessas brincadeiras que a criança experimenta tantos sentimentos, como medo, raiva, tristeza, sua sociabilidade, tipos de habitação (casinha) etc. E isso auxilia a criança a entender e organizar a sua interpretação em diversos contextos e a partir disso, criar, inventar, usar a sua imaginação e também a estar aberta (através da cultura de pares) a conhecer outras visões, pois cada criança traz uma vivência e uma experiência cultural. Dessa forma ela vai nos trazer as brincadeiras de acordo com o que ela quer testar, reinventar, criar, entender, por isso que temos tantas brincadeiras novas sendo criadas, porque elas usam a visão DELAS para se apropriar de um tema que elas passaram a ter conhecimento somente agora. Caso isso não existisse estaríamos até hoje brincando da mesma forma que nossos ancestrais.

Isso muitas vezes pode assustar os adultos que estão a sua volta, pois por exemplo: a criança pode chegar em casa e brincar de escolinha e “imitar” uma professora muuuuito brava, mas não necessariamente a sua professora seja assim, ela simplesmente quer experenciar ser uma pessoa brava, ou um super-herói, um cachorro, ou um bebê, uma menina ser papai e vice-versa. Por isso que é uma reprodução interpretativa da criança e isso é feito em todas as idades, mas os mais velhos já tem isso mais distinto em algumas áreas mas nada impede que a criança crie, invente uma situação para ver como isso se daria na sua realidade, ou no seu mundo de faz de conta.

Por isso entendendo o que são esses temas e possibilidades do brincar, podemos dizer que a Cultura de Pares faz parte de um momento que pode-se intitular de Cultura da Infância que é onde esses momentos acontecem com maior frequência. Portanto se a criança não brinca ela não tem esse espaço para fazer a reelaboração e compreensão do mundo a sua volta, interpretar o que se passa a sua volta, além de não criar novas situações e novas formas de se relacionar com as pessoas e com o mundo.

Portanto o brincar deve ser voluntário por parte da criança, pra que ela tenha esse espaço de elaboração e essa brincadeira não precisa ter um resultado prático, nem pedagógico, é simplesmente um momento para que a criança aprecie o momento, viva.

No momento em que pensamos nisso para as demais fases, podemos fazer uma analogia com a arte, uma exposição ou um show que vamos assistir, essas atividades não necessariamente tem um fundo prático, mas sim de prazer, elaboração de algo novo, observação, se sentir feliz etc.

Ou seja “O brincar é como um remédio sem contra-indicação” não existe efeito colateral e pode-se ser praticado em todo e qualquer momento.

O brincar é então uma linguagem que a criança tem para se apropriar de toda a cultura na qual ela está inserida, além de um local de construção criativa dessa cultura protegida pelo FAZ DE CONTA porque nada no brincar é de verdade… por isso a criança pode ser quem ela quiser, no local que ela quiser e eles sabem distinguir isso. Podendo construir qualquer coisa.

E então, vamos brincar??

 

Um abraço,

Natália Vitorino

Tempo para Brincar Teen

@tempoparabrincar

contato@tempoparabrincar.com.br

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