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Empoderamento Materno julho 26, 2018

Terceirização arriscada do comer!

Terceirização arriscada do comer!

Muito se fala em nutrição, nutrientes, calorias, alimentos vilões ou mocinhos das dietas. A população muitas vezes sabe mais sobre a composição dos alimentos do que muitos profissionais de saúde. Cada profissional luta com unhas e dentes para defender suas ideias a respeito dos ciclos de certos e errados do momento! Mas pouco se fala a respeito do comer fisiológico ou emocional, do comer consciente, e sobre a questão de que na história nunca tivemos tanta informação a respeito de alimentação e saúde e, em contrapartida, nunca a população esteve tão obesa e tão perdida a respeito de como comer de maneira equilibrada, ou como promover hábitos adequados de saúde em seus filhos e famílias! Estamos perdendo o referencial sobre “o que é comer normal”.

Sophie Deram – nutricionista comportamental – autora do livro: “O peso das dietas”, diz: “o ser humano se nutre de alimentos e sentimentos!”. Essa frase vem ao encontro do que diz a Organização Mundial de Saúde (OMS) quando define saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades. A nutrição comportamental tem a proposta de unir essa tríade de saúde e tratar o ser humano de maneira holística, que é uma questão que algumas áreas vêm fazendo há um bom tempo.

Apesar disso, grande é o número de profissionais de saúde que continuam trabalhando como se os aspectos emocionais e sociais na vida alimentar de um indivíduo fossem irrelevantes ou inexistentes! Simplificam a alimentação ao mero aspecto da bioquímica e fisiologia da questão. Fato que muito me entristece! Pois se essa estratégia por si só fosse eficaz, não teríamos 95% de insucessos nos mais diversos tratamentos de emagrecimento existentes, como já é comprovado hoje! E 95% é o mesmo que dizer: estamos totalmente perdidos nessa questão!

Se fosse para começar com apenas um único conselho a quem quiser provar um pouco da nutrição comportamental, eu diria:

 

Faça a “dieta” de uma regra só: “aprenda a comer quando estiver com fome e a parar de comer quando se sentir satisfeito”

 

Não é simples para a maioria, mas é recompensador e libertador para quem aprende a resgatar isso. Afinal, nascemos com essa habilidade e o mundo das dietas restritivas e das ideias de controles alimentares externos, com x colheres disso ou y goles daquilo, destroem essa habilidade perfeita.

Se seguirmos apenas esse conselho, e conseguirmos ensinar nossos filhos a comerem “o tamanho de suas fomes” com prazer e sem culpa, certamente passaremos a uma nova perspectiva a respeito da alimentação. Precisamos parar de contar calorias e dividir os alimentos entre bons ou ruins, e resgatarmos nossa capacidade de sentir, identificar e respeitar nossas sensações e emoções.

Precisamos acolher e celebrar o direito de sentir prazer em comer. Precisamos nos respeitar e deixar de seguir mantras como “foco, força e fé” no controle alimentar, ou ditames insanos como: “Se estiver gostoso, cospe porque engorda”. Essas frases só demonstram a visão equivocada e minimalista a respeito de algo tão amplo e complexo.

Se quisermos de uma vez por todas, atingir o estado pleno de saúde física, emocional e social, nos dando a chance de nos tornarmos autores da nossa própria história – como diz Augusto Cury – temos que resgatar o direito de vivenciar um relacionamento de paz com a comida e o corpo. E temos a urgência em aprender tudo isso, para pouparmos nossos filhos de caírem na armadilha que viveram as últimas gerações, terceirizando o controle do que ninguém, além de nós mesmos, deveria gerenciar.

Empodere-se! Não terceirize a responsabilidade de cuidar de você mesmo. Assuma o controle do seu destino, saúde e da sua felicidade!

Retome as rédeas da sua vida, da sua saúde, do seu corpo e dos seus sentimentos. Emagreça apenas como consequência do estado de saúde restabelecido. Celebre a cultura alimentar com a sua família, antes de perder totalmente o referencial do que é comer normal!

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